quinta-feira, 30 de outubro de 2014

A mensagem das urnas

Quase metade dos eleitores que foram às urnas no último dia 26/10 está descontente com o atual governo, e se considerarmos que os votos brancos e nulos também representam esse sentimento teremos mais da metade dos eleitores brasileiros à espera por mudanças. O expressivo número de votos recebido pelo candidato Aécio Neves transmite uma mensagem muita clara ao governo federal: é preciso mudar. É sabido que se sua eleição fosse concretizada talvez tais mudanças esperadas não viessem, mas com certeza quem digitou 45 na urna no domingo o fez com essa esperança.
Para governar para todos, a presidente reeleita terá que reorganizar sua agenda de projetos sob pena de continuar desapontando um número significativo de brasileiros. Isso seria péssimo tanto para o país, quanto para as pretensões futuras do partido que o governa há mais de uma década.
Aos derrotados e aos vencedores resta seguir em frente, o mundo não vai acabar e o governo é bem menos determinante em nossas vidas do que muitos pensam, exceto àqueles que estão mamando nas fartas tetas do Estado, estes parasitas podem até ir à falência se seu bando fica alijado do poder. Para os cidadãos honestos e trabalhadores a sobrevivência e a qualidade de vida pouco passam pelos gabinetes.
Aos governantes resta entender que a população quer o fim da corrupção, educação de qualidade, assistência digna na saúde e segurança. Os contribuintes querem ver a transformação dos pesados impostos em investimentos que realmente vão beneficiar a todos. O montante arrecadado é mais do que suficiente para ofertar à população um serviço público de qualidade. Certamente a corrupção drena muitos desses recursos, justamente por isso o fim da corrupção é tão urgente no nosso país.
Ao Estado cabe proporcionar um ambiente propício ao desenvolvimento das pessoas. O Estado não deve ser a árvore repleta de frutos, mas sim um solo fértil esperando pra ser cultivado, sendo assim ele não torna o povo dependente e consegue dar origem a uma nação próspera, composta de pessoas autônomas e emancipadas.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Coluna do dia 23/10/2014

Ótima iniciativa
Neste último fim de semana a Secretaria de Educação e Cultura de Xangri-Lá promoveu a I FEIRA DO LIVRO do município. Tais iniciativas são elogiáveis, pois têm por objetivo promover a cultura e incentivar o hábito da leitura. Além dos livros o evento proporcionou a muitos alunos da rede municipal acesso a espetáculos teatrais, tão raros em nossa região. Infelizmente a maioria desses alunos não teria outras oportunidades de assistir a uma peça teatral, não fosse com a realização de atividades dessa natureza.
A secretaria está de parabéns pelo evento, entretanto seus comandantes sabem que a educação do município tem demandas mais urgentes, dentre elas a reforma da E.M.E.F. Manoel Prestes que até agora está apenas no “mundo das ideias”. Acredito que é possível conciliar tudo, mas inegavelmente existem prioridades. Tomara que concomitantemente à realização da feira haja muito trabalho de bastidores para que as obras necessárias saiam do papel o mais rápido possível.
Eleições
Domingo é dia de exercer nosso direito de cidadão, que para muitos é uma obrigação. A população em geral não vota por convicção, e o mais grave: não se interessa por política.
O cidadão precisa reconhecer-se no cenário político e ter a consciência que o número digitado na urna é bem menos importante do que sua postura em determinadas situações atinentes ao seu dia a dia. Tem gente que pensa que fazer política é sair mendigando votos de casa em casa. Fazer política é refletir, pensar, ponderar... Atitudes sociais positivas dentro dos pequenos núcleos que estamos inseridos são muito mais eficientes do que projetos verticais de governos superiores.
Ao invés de deixarmos decidirem por nós para que depois possamos reclamar à vontade, devemos tomar decisão e matar no peito a responsabilidade, assim teremos maior comprometimento e determinação pra fazer acontecer. Não esperemos mudanças drásticas, elas com certeza não virão. Independente de quem vença teremos que fazer por nós. Ou vamos ficar reclamando durante 4 anos? Sejamos donos dos nossos destinos fazendo da reflexão política um hábito, para que a vida de todos, efetivamente, melhore.