Quase metade dos eleitores que
foram às urnas no último dia 26/10 está descontente com o atual governo, e
se considerarmos que os votos brancos e nulos também representam esse
sentimento teremos mais da metade dos eleitores brasileiros à espera por
mudanças. O expressivo número de votos recebido pelo candidato Aécio Neves
transmite uma mensagem muita clara ao governo federal: é preciso mudar. É
sabido que se sua eleição fosse concretizada talvez tais mudanças esperadas não
viessem, mas com certeza quem digitou 45 na urna no domingo o fez com essa
esperança.
Para governar para todos, a
presidente reeleita terá que reorganizar sua agenda de projetos sob pena de
continuar desapontando um número significativo de brasileiros. Isso seria péssimo
tanto para o país, quanto para as pretensões futuras do partido que o governa
há mais de uma década.
Aos derrotados e aos vencedores
resta seguir em frente, o mundo não vai acabar e o governo é bem menos
determinante em nossas vidas do que muitos pensam, exceto àqueles que estão
mamando nas fartas tetas do Estado, estes parasitas podem até ir à falência se
seu bando fica alijado do poder. Para os cidadãos honestos e trabalhadores a
sobrevivência e a qualidade de vida pouco passam pelos gabinetes.
Aos governantes resta entender
que a população quer o fim da corrupção, educação de qualidade, assistência
digna na saúde e segurança. Os contribuintes querem ver a transformação dos
pesados impostos em investimentos que realmente vão beneficiar a todos. O montante
arrecadado é mais do que suficiente para ofertar à população um serviço público
de qualidade. Certamente a corrupção drena muitos desses recursos, justamente
por isso o fim da corrupção é tão urgente no nosso país.
Ao Estado cabe proporcionar um
ambiente propício ao desenvolvimento das pessoas. O Estado não deve ser a
árvore repleta de frutos, mas sim um solo fértil esperando pra ser cultivado,
sendo assim ele não torna o povo dependente e consegue dar origem a uma nação
próspera, composta de pessoas autônomas e emancipadas.