segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Passinho à direita

As medidas anunciadas pelo governo federal sobre algumas alterações nos benefícios concedidos pela previdência social podem ter passado batidas para muitas pessoas, mas sem dúvida elas representam uma enorme guinada no que se refere às políticas desenvolvidas pelo PT nessa última década.
Sempre defendi a tese de que o PT não representaria a “esquerda” em sua essência, no entanto, os argumentos que eu utilizava só eram observados pelos mais atentos. Já o conjunto de medidas anunciadas no apagar das luzes de 2014, não só pode ser percebido a quilômetros de distância, como vai interferir diretamente na vida da maior parte da população do país.
Desde a ascensão de Lula ao poder, muitas bandeiras petistas foram sendo abandonadas e convicções partidárias foram varridas pra baixo do tapete. Alguém se lembra da CPMF? Ferozmente criticada pelo PT quando oposição ela virou a salvação para Lula e sua turma quando este já era presidente. Dentre tantas incoerências me parece que o PT está se lixando e que não vê mais necessidade em ocultar seus atos e omissões.
Iniciando seu quarto mandato o governo petista adota medidas de austeridade que demonstram que o tamanho do problema financeiro do Brasil é muito maior do que podíamos imaginar. Como todos os governos fizeram o PT também irá buscar a solução nos sempre sacrificados trabalhadores.
Estou curioso para saber o que a oposição acha sobre esse assunto. Será que hoje critica medidas que outrora defendeu? Coerência nunca foi o forte dos políticos brasileiros, mas a situação está cada vez pior e pode se tornar insustentável logo adiante. Se já fôssemos um povo politizado o país estaria fervendo neste momento, porém, no Brasil o ano começa só depois do carnaval.
Não sei dizer se tais medidas podem melhorar as finanças brasileiras, entretanto é importante que se diga que quando as coisas não saem do jeito que foram planejadas quem paga a conta é o trabalhador. Neste nosso sistema é assim: o lucro é meu e o prejuízo é nosso!

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Ano Novo. Vida nova?

A Terra completou mais uma volta em torno do Sol, e agora entramos no ano 2015 da Era Cristã. Certamente você já andou fazendo suas promessas de fim de ano, aquelas que nunca ultrapassam o carnaval, ou aquelas que nem são iniciadas, pois já foram programadas para depois do carnaval. E com toda a agitação do verão brasileiro quando chega o carnaval tudo vira festa e... Do que mesmo eu estava falando?
Gosto do teor dessas promessas. Tem gente que promete que vai respeitar a dieta, outros prometem que vão parar de beber e tem uns que juram de pés juntos que nunca mais vão votar em corruptos. Quem nunca fez uma promessa dessas que atire a primeira pedra.
As grandes mudanças em nossas vidas não acontecem da noite pro dia e a grande maioria das pessoas vai passar por toda a sua existência e não vai apresentar alterações comportamentais significativas. A personalidade de cada indivíduo se constrói no máximo até os 15 anos de idade, depois disso só serão possíveis mudanças drásticas se o próprio indivíduo tiver muita vontade em estabelecê-las.
Isso vale para os relacionamentos. Muitos casamentos são interrompidos justamente porque uma das partes quer transformar o outro na sua imagem e semelhança. Logicamente não vai conseguir e certamente o conflito estará estabelecido. Case com quem você conhece e não com um projeto que será finalizado no futuro.
Entretanto não se pode confundir personalidade com intransigência. Somos seres adaptáveis e certos ajustes de comportamento são necessários, tanto em função de convivência quanto por motivos de saúde. Com isso a máxima: “Eu sou assim, e quem quiser, me aceite do jeito que sou”, não pode ser considerada ao pé da letra.

Somos como pedras que tanto podem ser a base sólida de uma muralha quanto podem virar a matéria prima de uma bela escultura. A pedra da muralha continua sendo pedra, da mesma forma que a pedra da escultura. Mas, diferente das pedras, temos o poder de escolha. Nossa utilidade e importância dependem das circunstâncias e do modo como reagimos a elas.