domingo, 31 de maio de 2020

Atividade para os 9° anos A, B e C (Manoel) e 91 e 92 (Major), semana do dia 03/06/2020, Geografia.


COPIE O TEXTO E REALIZE AS ATIVIDADES NO CADERNO.




A Origem da Filosofia


     A palavra "filosofia" (do grego) resulta da união de outras duas palavras: "philia", que significa "amizade", "amor fraterno" (não no sentido erótico) e respeito entre os iguais e "sophia", que significa "sabedoria", "conhecimento". De "sophia" decorre a palavra "sophos", que significa "sábio", "instruído". Filosofia significa, portanto, amizade pela sabedoria, amor e respeito pelo saber. Assim, o "filósofo" seria aquele que ama e busca a sabedoria, tem amizade pelo saber, deseja saber. A tradição atribui ao filósofo Pitágoras de Samos (que viveu no século V antes de Cristo) a criação da palavra. Filosofia indica um estado de espírito, o da pessoa que ama, isto é, deseja o conhecimento, o estima, o procura e o respeita.
     A Filosofia é um ramo do conhecimento que pode ser caracterizado de três modos: seja pelos conteúdos ou temas tratados, seja pela função que exerce na cultura, seja pela forma como trata tais temas. A Filosofia trata de conceitos tais como bem, beleza, justiça, verdade. Mas, nem sempre a Filosofia tratou de temas selecionados, como os indicados acima. No começo, na Grécia, a Filosofia tratava de todos os temas, já que até o séc. XIX não havia uma separação entre ciência e filosofia. Assim, na Grécia, a Filosofia incorporava todo o saber. No entanto, a Filosofia inaugurou um modo novo de tratamento dos temas a que passa a se dedicar, determinando uma mudança na forma de conhecimento do mundo até então vigente.
     A Filosofia é um dos mais úteis de todos os saberes de que os seres humanos são capazes. Tem como objetivos abandonar a ingenuidade e os preconceitos do senso comum; não se deixar guiar pela submissão às ideias dominantes e aos poderes estabelecidos; buscar compreender a significação do mundo, da cultura, da história; conhecer o sentido das criações humanas nas artes, nas ciências e na política; dar a cada um de nós e à nossa sociedade os meios para serem conscientes de si e de suas ações numa prática que deseja a liberdade e a felicidade para todos.
     A Filosofia representa, nessa perspectiva, a passagem do mito para o logos. No pensamento mítico, a natureza é possuída por forças anímicas. O homem, para dominar a natureza, apela a rituais apaziguadores. O homem, portanto, é uma vítima do processo, buscando dominar a natureza por um modo que não depende dele, já que esta é concebida como portadora de vontade. Por isso, essa passagem do mito à razão representa um passo emancipado, na medida em que libera o homem desse mundo mágico.
     Portanto, em seu início, a Filosofia pode ser considerada como uma espécie de saber geral. Tal saber, hoje, haja vista o desenvolvimento da ciência, é impossível de ser atingido pelo filósofo.

Fonte: http://www.grupoescolar.com/pesquisa/a-origem-da-filosofia.html


Atividade:


De acordo com o texto a Filosofia trata de alguns conceitos como: bem, beleza, justiça, verdade... Faça um exercício filosófico e tente conceituar esses termos.



Bem:__________________________________________________________________________

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Beleza:_________________________________________________________________________

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Justiça:_________________________________________________________________________

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Verdade:________________________________________________________________________

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Atividade 7°A Escola Manoel e 71 e 72 Escola Major, semana do dia 03/06/2020, Geografia.



COPIE O TEXTO ABAIXO E REALIZE A ATIVIDADE



A colonização do Brasil

A fixação do conquistador português na Vila de São Vicente pode ser entendida como:
# o início do extermínio dos povos indígenas e da apropriação de seus espaços pelo reino português;
# o início da construção de espaços geográficos, comandado pelo capitalismo no território do que viria a ser o Brasil;
# o início da construção de espaços geográficos portugueses, segundo os interesses comerciais ou econômicos daquele povo.
Em São Vicente, os colonizadores introduziram o cultivo da cana-de-açúcar, mas logo perceberam que na capitania hereditária de Pernambuco as condições naturais, como solo e clima, eram mais favoráveis para a agricultura da cana.
Introduzidas a agricultura da cana e a fabricação do açúcar e implantado o projeto colonizador português, baseado na exploração de tudo o que a terra e a sua gente (o indígena) poderiam oferecer para o enriquecimento da metrópole, iniciaram-se a escravização, o massacre, o extermínio e a aculturação das populações indígenas.
Para desenvolver a indústria canavieira, os portugueses precisavam de mão de obra para a derrubada da mata, limpeza do terreno, plantio da cana, trato do canavial, colheita, transporte até o engenho, fabricação do açúcar, embalagem do produto, carregamento da embarcação etc.
Para os conquistadores, os indígenas estavam disponíveis. Por que, então, não transformá-los em trabalhadores escravos?
Foi o que aconteceu. Os indígenas perceberam, então, que tinham sido traídos ou enganados. As relações entre os conquistadores e os indígenas, que inicialmente tinham sido amistosas, tornaram-se conflituosas.
Os indígenas, então, se rebelaram. E os portugueses, possuidores de superioridade técnica quanto às armas, passaram a lançar-se sobre várias tribos, iniciando conflitos de territorialidade que se prolongariam pelos cinco séculos de nossa história.
Além do poder das armas, os europeus trouxeram vírus, bactérias e doenças desconhecidas na América. Sem anticorpos contra esses agentes, muitos indígenas contraíram doenças e morreram.
Além dos indígenas, os conquistadores utilizaram também negros africanos, transformados em mão de obra escrava, o que deu origem a um comércio muito lucrativo para os traficantes de escravos e para os grandes proprietários de terras.

ATIVIDADE:



FAÇA UMA PESQUISA SOBRE O SIGNIFICADO DOS TERMOS EM DESTAQUE NO TEXTO: "ESPAÇOS GEOGRÁFICOS", "CAPITANIAS HEREDITÁRIAS" E "ACULTURAÇÃO". ESCREVA NO CADERNO OS RESULTADOS DA SUA PESQUISA.

Atividade para 8° ano A e B Escola Manoel e TA1 e TA2 Escola Major, semana 03/06/2020, Geografia.




COPIE O TEXTO E REALIZE AS ATIVIDADES NO CADERNO.


MIGRAÇÃO


O termo migração corresponde à mobilidade espacial da população. Migrar é trocar de país, de Estado, Região ou até de domicílio. Esse processo ocorre desde o início da história da humanidade.


O ato de migrar faz do indivíduo um emigrante ou imigrante. Emigrante é a pessoa que deixa (sai) um lugar de origem com destino a outro lugar. O imigrante é o indivíduo que chega (entra) em um determinado lugar para nele viver.

Os fluxos migratórios podem ser desencadeados por diversos fatores. Dentre os principais fatores que impulsionam as migrações podem ser citados os econômicos, políticos e culturais.

O professor de geografia André Freitas explica os fatores que levam à migração. De acordo com o professor, o migrante é aquele que se desloca, geralmente buscando melhores condições de vida através dessa viagem. A migração ocorre a partir dos fatores de repulsão: fome, guerras, epidemias, desemprego, entre outros; e de atração: emprego, oferta de melhores salários, disponibilidade de terras, democracias, liberdade religiosa. "Os fatores de atração direcionam o fluxo migratório", diz. 

"É importante saber que o migrante não quer se mudar. Ele tem planos mas não sabe se serão bem sucedidos e há ainda o grave problema da xenofobia, da aversão". Freitas diz que a migração é uma questão de necessidade.

No Brasil, o fator que exerce maior influência nos fluxos migratórios é o de ordem econômica, pois o modelo econômico vigente força indivíduos a se deslocarem de um lugar para outro em busca de melhores condições de vida e à procura de trabalho para suprir suas necessidades básicas de sobrevivência.

Uma modalidade de migração comum no Brasil, principalmente, na década de 1950, é o êxodo rural, que consiste no deslocamento da população rural com destino para as cidades. O êxodo rural ocorre, principalmente, em razão do processo de industrialização no campo, que proporciona a intensa mecanização das atividades agrícolas, expulsando do campo os pequenos produtores. Além do poder de atração que as cidades industrializadas proporcionam para a população rural, que migra para essas cidades em busca de trabalho.

Durante décadas, os principais fluxos migratórios no território brasileiro se direcionavam para a Região Sudeste, isso ocorria devido ao intenso processo de industrialização desenvolvido naquela Região.


ATIVIDADES:

1) Qual é o conceito de migração?

2) Quais são os fatores que causam as migrações?

3) O que foi o êxodo rural ocorrido no Brasil? O que provocou esse fenômeno?

4) Você sempre morou em Xangri-Lá? Se você veio de outra cidade, pergunte aos seus pais quais foram os motivos que os trouxeram pra cá.

domingo, 10 de maio de 2020

Atividade 7°A Escola Manoel e 71 e 72 Escola Major, semana do dia 13/05/2020, Geografia.


COPIE O TEXTO ABAIXO E RESPONDA AS QUESTÕES NO CADERNO


As estações do ano
A inclinação do eixo imaginário da Terra
De início, precisamos compreender que a Terra, ao se deslocar ao redor do Sol, descreve uma órbita. Essa órbita apresenta a forma de uma elipse e não de uma circunferência. Precisamos também entender que, em relação ao plano da órbita elíptica, o eixo imaginário da Terra, ou eixo de rotação, não é perpendicular e sim inclinado.
A inclinação do eixo imaginário da Terra em relação à órbita é de aproximadamente 23º. Essa inclinação, associada ao movimento de translação da Terra, favorece o surgimento das estações do ano caracterizado pelos solstícios e equinócios.
A inclinação do eixo imaginário da Terra, eixo de rotação (em relação ao plano da órbita que o nosso planeta realiza ao redor do Sol), e o seu movimento de translação são muito importantes para a vida no planeta. Eles influem:
  • Na distribuição desigual de luz solar nas diversas partes da Terra, no período de um ano, determinando as estações do ano;
  • Na criação do ano solar como medida de tempo.
As estações do ano
As estações do ano são: primavera, verão, outono e inverno. Cada uma delas tem duração aproximada de três meses. Se são quatro as estações e cada uma dura aproximadamente três meses, elas abrangem, portanto, 12 meses ou um ano.
Entretanto, é importante saber que as estações do ano não são bem definidas em todos os lugares da Terra. Elas variam conforme a latitude.


ATIVIDADES:

1) Qual é a inclinação aproximada do eixo imaginário da Terra?

2) Quais são as principais influências da inclinação do eixo imaginário da Terra?

3) Quais são as estações do ano?

Atividade para os 9° anos A, B e C (Manoel) e 91 e 92 (Major), semana do dia 13/05/2020, Geografia.


COPIE O TEXTO E REALIZE A ATIVIDADE NO CADERNO.

13 de maio: Não há o que se comemorar, mas há o que refletir e exigir


Por Luanda Julião
Hoje é 13 de maio. Há 132 anos o Brasil assinava a lei Áurea, oficializando a libertação dos escravos.
Lembro que durante a minha infância, na década de 1980, quando eu ainda frequentava a quarta série numa escola pública, eu e minha turma apresentamos uma pequena encenação sobre a abolição dos escravos. É claro que nessa pequena peça a figura engrandecida era a da princesa Isabel. Todas as meninas brancas da minha sala queriam encenar o papel da princesa. E é claro que a garota que tinha a pele mais clara ficava com o papel. Os escravos apareciam como coadjuvantes e não como protagonistas da sua própria alforria. Para o papel dos escravos não havia briga ou discordância. Pelo contrário, a maioria das alunas e alunos pretos e pardos resistiam em representá-los. 
A peça foi apresentada e com ela aprendemos que uma princesa benevolente, generosa, libertou os negros escravizados no Brasil. Era assim também que os livros didáticos nos ensinavam. Não havia uma reflexão crítica sobre a data, nenhuma menção à resistência do Brasil como o último país a libertar os seus escravos, nenhuma referência à Inglaterra, que exigiu e forçou a libertação dos homens e mulheres escravizados, pois era-lhe muito mais rentável trabalhadores assalariados e livres. Sem dúvidas, a escola nos expunha um único discurso: o da elite branca.
Essas encenações unilaterais perseveraram no decorrer dos meus anos escolares. E durante muito tempo nada mudou. As alunas brancas disputavam o papel da princesa. Eu e os outros alunos pretos e pardos encenávamos os escravos libertados. E como sempre, um silêncio pesava sobre a luta da população negra, sobre a sua resistência diante do sistema colonialista e imperial.
O que ficava escancarado nessa encenação toda era a ideia de que uma princesa branca havia nos feito um favor. No entanto, sabemos muito bem que não há como falar do Brasil sem falar da importância dos negros (e também dos índios) para a construção desse país. Digo isso hoje, porque muitos anos se passaram para que eu finalmente pudesse compreender que os materiais didáticos da escola introjetavam em mim e nos outros alunos uma imagem preconceituosa e depreciativa sobre os povos e culturas não oriundos do mundo ocidental, pois nos doze anos de minha educação básica, não houve discussão ou debate sobre a importância dos negros (e dos índios) na construção da identidade brasileira.
Hoje sabemos que a narrativa historiográfica foi delineada por um discurso que sempre colocou o branco como herói e o negro como vilão. Por isso que eu acho importante falar sobre o 13 de maio, principalmente nas escolas. Não como uma data para se reverenciar uma princesa ou comemorar algo que na prática não se efetivou de fato: a real cidadania dos negros e negras brasileiros.
Falar no dia 13 de maio é importante para tirarmos os holofotes da princesa e destacarmos a luz, o brilho e a importância de Luiz Gama, André Rebouças, José do Patrocínio e tantos outros homens e mulheres, negros e negras que foram ofuscados e silenciados pelo racismo e machismo dos registros historiográficos.
Hoje olho para o 13 de maio como uma data para emergirmos o protagonismo dos negro em sua própria libertação, pois não se deve esquecer que muito antes de 13 de maio de 1888, a população negra já organizava movimentos de resistência. Entre esses podemos citar as rebeliões nas senzalas, a formação dos quilombos, a revolta dos Malês, a Balaiada, a Sabinada, a Cabanagem. Os negros protagonizaram também a primeira tentativa de independência nesse país, através da formação do Quilombo de Palmares, um estado organizado e independente que durante mais de cem anos manteve-se firme diante dos ataques do colonialismo.
13 de maio é uma data que serve também para relembrarmos que há muito o que lutar, pois embora a lei Áurea tenha oficialmente extinguido a escravidão, ela se eximiu de incluir socialmente e economicamente os negros e negras, deixando-os à margem e à própria sorte. Por isso, não há o que se comemorar, pois a abolição no dia 13 de maio de 1888 não trouxe medidas e soluções eficientes para a integralização dos ex-escravos em nossa sociedade.
132 anos após a assinatura e oficialização da cidadania dos negros e negras, muitos ainda hoje se encontram em condições desiguais em relação à população branca.
13 de maio é portanto uma data para denunciarmos o racismo, a pobreza, a falta de oportunidades e trabalho, a disparidade entre brancos e negros, pois ainda somos minoria no ensino superior, no magistrado, em cargos de liderança, na política, na publicidade, na literatura, no cinema e na ciência. A data serve para relembrarmos que é preciso continuar lutando pela inclusão social e econômica neste país que hoje concentra o maior número de população negra fora do continente africano.
Luanda Julião é Doutoranda em Filosofia Francesa Contemporânea pela Universidade Federal de São Carlos. Mestre em Filosofia pela Universidade Federal de São Paulo. Professora de História e Filosofia na Escola Estadual Visconde de Itaúna.

ATIVIDADE:

PRODUZA UM PEQUENO TEXTO (10 LINHAS) ANALISANDO O ARTIGO ACIMA, NESSE TEXTO TENTE EXPLICAR O PORQUÊ, AINDA HOJE, A POPULAÇÃO NEGRA DO BRASIL SOFRE COM O RACISMO, A POBREZA E COM A FALTA DE OPORTUNIDADES.

Atividade para 8° ano A e B Escola Manoel e TA1 e TA2 Escola Major, semana 13/05/2020, Geografia.


COPIE O TEXTO E REALIZE AS ATIVIDADES NO CADERNO.

Estrutura Etária da População


 Estrutura etária é a distribuição da população por idades. As faixas etárias mais utilizadas são as seguintes:
  • Jovens: 0 a 19 anos.
  • Adultos: 20 a 59 anos.
  • Velhos ou idosos: 60 anos ou mais.
O processo de modernização (urbanização-industrialização) ocorrido no Brasil ao longo da segunda metade do século XX acarretou significativas alterações na estrutura etária da população brasileira. A principal alteração foi a diminuição do percentual de jovens, devido à redução das taxas de natalidade, e o aumento do percentual de adultos e idosos, devido ao aumento da expectativa de vida.
No período 1950-1991, enquanto o percentual de jovens (0 a 19 anos) diminuiu de 42 para 35%, o percentual de idosos quase dobrou: passou de 4,0 para 7,5%. No mesmo período, a expectativa de vida do brasileiro passou de 46 para 65,5 anos.
Apesar dos avanços demográficos ocorridos, é importante lembrar que os números apresentados refletem apenas a média do país. Se analisados ao nível das diferentes camadas sociais e regiões do país, veremos que existem enormes disparidades demográficas.
As recentes modificações ocorridas na estrutura etária da população brasileira transformaram o Brasil. De um país tipicamente "jovem", isto é, de população jovem, o Brasil passou a ser um país "adulto". A atual estrutura etária do Brasil coloca-o em posição intermediária entre os países de população jovem e os países de população idosa.

ATIVIDADES:

1) O que é estrutura etária?

2) Quais são as faixas etárias mais utilizadas?

3) O que ocorreu com a estrutura etária da população brasileira durante a segunda metade do século XX?

4) Por que o Brasil não pode mais ser considerado um país tipicamente "jovem"?

domingo, 3 de maio de 2020

Atividade para 8° ano A e B Escola Manoel e TA1 e TA2 Escola Major, semana 06/05/2020, Geografia.



COPIE O TEXTO E REALIZE A ATIVIDADE NO CADERNO.


Desenvolvimento Humano e IDH
O conceito de desenvolvimento humano nasceu definido como um processo de ampliação das escolhas das pessoas para que elas tenham capacidades e oportunidades para serem aquilo que desejam ser.
Diferentemente da perspectiva do crescimento econômico, que vê o bem-estar de uma sociedade apenas pelos recursos ou pela renda que ela pode gerar, a abordagem de desenvolvimento humano procura olhar diretamente para as pessoas, suas oportunidades e capacidades. A renda é importante, mas como um dos meios do desenvolvimento e não como seu fim. É uma mudança de perspectiva: com o desenvolvimento humano, o foco é transferido do crescimento econômico, ou da renda, para o ser humano.
O conceito de Desenvolvimento Humano também parte do pressuposto de que para aferir o avanço na qualidade de vida de uma população é preciso ir além do viés puramente econômico e considerar outras características sociais, culturais e políticas que influenciam a qualidade da vida humana. Esse conceito é a base do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e do Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH), publicados anualmente pelo PNUD.
Esse enfoque é apresentado desde 1990 nos RDHs, que propõem uma agenda sobre temas relevantes ligados ao desenvolvimento humano e reúnem tabelas estatísticas e informações sobre o assunto. A cargo do PNUD, o relatório foi idealizado pelo economista paquistanês Mahbub ul Haq (1934-1998). Atualmente, é publicado em dezenas de idiomas e em mais de cem países.
O IDH - Índice de Desenvolvimento Humano
O objetivo da elaboração do Índice de Desenvolvimento Humano é oferecer um contraponto a outro indicador muito utilizado, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita, que considera apenas a dimensão econômica do desenvolvimento. Criado por Mahbub ul Haq com a colaboração do economista indiano Amartya Sen, ganhador do Prêmio Nobel de Economia de 1998, o IDH pretende ser uma medida geral, sintética, do desenvolvimento humano. Não abrange todos os aspectos de desenvolvimento e não é uma representação da "felicidade" das pessoas, nem indica "o melhor lugar no mundo para se viver".
Além de computar o PIB per capita, depois de corrigi-lo pelo poder de compra da moeda de cada país, o IDH também leva em conta dois outros componentes: a longevidade e a educação. Para aferir a longevidade, o indicador utiliza números de expectativa de vida ao nascer. O item educação é avaliado pelo índice de analfabetismo e pela taxa de matrícula em todos os níveis de ensino. A renda é mensurada pelo PIB per capita, em dólar PPC (paridade do poder de compra, que elimina as diferenças de custo de vida entre os países). Essas três dimensões têm a mesma importância no índice, que varia de zero a um.
Apesar de ter sido publicado pela primeira vez em 1990, o índice foi recalculado para os anos anteriores, a partir de 1975. Aos poucos, o IDH tornou-se referência mundial. É um índice-chave dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio das Nações Unidas e, no Brasil, tem sido utilizado pelo governo federal e por administrações estaduais e municipais o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M), que pode ser consultado no Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil, um banco de dados eletrônico com informações sócio-econômicas sobre os 5.507 municípios do país e os 26 Estados e o Distrito Federal.

ATIVIDADE:

1) Produza um pequeno texto (10 linhas) analisando a seguinte frase: "A renda é importante, mas como um dos meios do desenvolvimento e não como seu fim."



Atividade para os 9° anos A, B e C (Manoel) e 91 e 92 (Major), semana do dia 06/05/2020, Geografia.

Copie o texto, as perguntas e responda no caderno.



CONCEITO DE GEOGRAFIA: 



CONCEITO: é uma ciência que se dedica ao estudo das relações entre a sociedade e a natureza, e as mudanças realizadas pelas sociedades estabelecendo novos valores sociais, criando novos espaços geográficos. É a ciência que estuda a distribuição dos fenômenos físicos biológicos e humanos terrestre, as causas desta distribuição e as relações locais desses fenômenos. Geografia é a ciência que estuda a organização do espaço: local, municipal, regional, mundial. As diferenças espaciais de um lugar para outro, explicar essas diferenças, como resultado das ações conjuntas de fatores naturais e humanos. 

A Geografia é uma ciência que tem como objeto principal de estudo o espaço geográfico que corresponde ao palco das realizações humanas. O homem sempre teve uma curiosidade aguçada acerca dos lugares onde desenvolvem as relações humanas e as do homem com a natureza, principalmente com o intuito de alcançar seus interesses. 

O conhecimento da Terra e de todas dinâmicas existentes configura como um objetivo intrínseco da ciência geográfica, essa tem seu início paralelo ao surgimento do homem, no entanto, sua condição de ciência ocorreu somente com o nascimento da civilização grega, na qual existiam pensadores filósofos que nessa época englobavam diversos conhecimentos de distintos temas, dentre eles Pitágoras e Aristóteles que já tinham convicção acerca da forma esférica do planeta. 

A Geografia recebe diversos significados, de uma forma genérica dizemos que geo significa Terra e grafia, descrição, ou seja, descrição da Terra, essa descreve todos os elementos contidos na superfície do planeta como atmosfera, hidrosfera e litosfera que compõe a biosfera ou esfera da vida (onde desenvolve a vida), além da interação desses com os seres vivos. 

O estudo da Geografia em sua fase inicial focaliza somente os elementos naturais, mais tarde, pesquisas unindo aspectos físicos com sociais foram estabelecidas, referentes à ação antrópica sobre o espaço natural. A partir desse momento teve início também o estudo sistemático das sociedades, tais como a forma de organização econômica e social, a distribuição da população no mundo e nos países, as culturas, os problemas ambientais decorrentes da produção humana, além de conhecer os recursos dispostos na natureza que são úteis para as atividades produtivas (indústria e agropecuária). Assim, o estudo geográfico conduz ao levantamento de dados sobre os elementos naturais que atingem diretamente a vida humana como clima, relevo, vegetação, hidrografia entre outros. 

Algumas especialidades da ciência Geográfica: 

Geografia Física: focaliza-se no estudo das características naturais, como clima, vegetação, hidrografia, relevo e os impactos decorrentes da exploração. 

Geografia Humana: tem como objetivo o estudo da dinâmica populacional e suas particularidades. 

Geografia Econômica: estudo de todas as relações econômicas realizadas no mundo e seus fluxos. 

Geografia Cultural: focaliza a atenção para a identidade cultural das pessoas e dos lugares. 

Geografia Política: estudo das relações do poder político e seus resultados. 

Geografia Médica: realiza mapeamento de focos de doenças e sua distribuição no espaço geográfico.


As primeiras descrições consideradas como geográficas foram oriundas de registros de viajantes e comerciantes. 



Responda:


1) A Geografia estuda apenas mapas? Explique.


2) Escreva com suas palavras mais alguns assuntos tratados pela Geografia.


3) Dentre as especialidades da Geografia qual você considera mais interessante? Por quê?



Atividade 7°A Escola Manoel e 71 e 72 Escola Major, semana do dia 06/05/2020, Geografia.



COPIE O TEXTO ABAIXO E RESPONDA AS QUESTÕES NO CADERNO

Movimentos da Terra
A Terra realiza mais de 14 movimentos. Destes, dois tem influência direta no dia a dia da humanidade: a rotação e a translação.
  • ROTAÇÃO
É o movimento que a Terra executa ao girar em torno de seu próprio eixo, de oeste para leste, num período de 23h, 56 min, 4 seg (1690 Km/h na linha do Equador). Os pontos da superfície terrestre cortados pelo eixo da Terra, ao norte e ao sul, definem os pólos geográficos Norte e Sul. Assim, também a linha do Equador acaba sendo definida por esse movimento, pois ela é perpendicular ao eixo da Terra.
Consequências:
  • Sucessão dos dias e noites.
  • Maior nível dos oceanos nos litorais orientais dos continentes, se comparados aos litorais ocidentais.
  • Abaulamento da Terra na faixa equatorial e achatamento nos pólos.
VENTOS ALÍSIOS: os alísios são os ventos que sopram regularmente da faixa de alta pressão dos trópicos para a faixa de baixa pressão do Equador. São de nordeste ou de sudeste, pois sofrem forte influência do movimento de rotação da Terra.
  • TRANSLAÇÃO
É o movimento que a Terra executa ao descrever sua órbita elíptica em torno do Sol, num período de 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 46 segundos.
A duração do movimento de translação, 365 dias, determina o ano. As 5 horas, 48 minutos e 46 segundos que sobram a cada ano, são somadas e a cada 4 anos compõem mais um dia (29 de fevereiro), originando assim o ano bissexto.

Atividades:

1) Quais são os principais movimentos da Terra? Explique cada um deles.
2) Quais as consequências do Movimento de Rotação para a Terra?
3) Quanto tempo a Terra leva para dar uma volta completa ao redor do Sol?
4) Qual é a duração do Movimento de Rotação da Terra?