segunda-feira, 16 de março de 2015

LIBERDADE DE EXPRESSÃO TAMBÉM

Não posso ser tão irresponsável defendendo algo que não vivi e que também não estudei o suficiente para fazer testemunho contrário muito menos favorável. No entanto, gostaria de fazer alguns questionamentos que talvez possam ser inúteis, mas que no mínimo servirão para uma breve reflexão.
Observo nos argumentos dos mais críticos ao Regime Militar a repetição constante de uma tecla: o fim da liberdade de expressão. Confesso que este aspecto democrático não está no topo das minhas prioridades e jamais renunciaria a necessidades básicas em razão de ter o direito de falar o que penso onde quero.
Antes que alguém diga que o Regime Militar também não fornecerá as necessidades básicas, além de muitos outros pontos negativos, ressalto que não é este o ponto de debate deste artigo. Desejo permear o debate pelo questionamento da supervalorização da liberdade de expressão.
Suspeito que aqueles que colocam a liberdade de expressão no topo de suas prioridades nunca tenham passado por momento de desespero em um hospital SUS aguardando auxílio para um ente querido à beira da morte, talvez não se importem que seus filhos sejam atendidos por professores mal pagos em prédios caindo os pedaços ou também fiquem conformados com a falta de segurança latente em nossas cidades.
Hoje temos tanta certeza da liberdade que a única coisa que podemos realmente fazer é falar, e falar que somos livres pra falar. Nossa liberdade está restrita à opinião, pois é a única coisa que não temos que pagar para ter, o restante, só tem acesso quem paga além dos impostos.
Trocaria sem pestanejar toda essa “liberdade da nossa democracia” por saúde, educação e segurança. Antes não ter o que criticar do que “poder” criticar tudo a todo o momento. É lógico que o caminho para se chegar até este desenvolvimento não é acabar com a democracia, que no Brasil não é tão democrática assim, mas é preciso eleger prioridades que realmente melhorem a vida das pessoas.

sábado, 7 de março de 2015

Verdades inconvenientes

Com o advento da internet e a disseminação instantânea da informação, está cada vez mais difícil esconder, ocultar e omitir certas verdades inconvenientes. Enquanto uns estão distraídos pelos encantos do mundo moderno outros preferem habitar um universo fantasioso que só existe em sua imaginação.
Quando algumas verdades vêm à tona, e de certa maneira tumultuam o mundo imaginário do segundo grupo, estes indivíduos se sentem incomodados. Neste momento sobra para o interlocutor da verdade: “Com que direito alguém pode bagunçar uma estrutura tão bem arrumadinha?” “Quem você pensa que é para estragar minha fantasia?” Desautorizar o interlocutor é o primeiro ato de negação das verdades.
A aceitação de uma realidade nada animadora não ocorre com aqueles que são beneficiados por ela. Na história não conseguimos encontrar nem um comerciante de escravos que se indignasse com a escravidão.
Se a ignorância é uma bênção eu não sei, mas sem dúvida a negação da verdade, em muitos casos, sossega a alma e conforta o coração.