Não posso ser tão irresponsável
defendendo algo que não vivi e que também não estudei o suficiente para fazer
testemunho contrário muito menos favorável. No entanto, gostaria de fazer
alguns questionamentos que talvez possam ser inúteis, mas que no mínimo
servirão para uma breve reflexão.
Observo nos argumentos dos mais
críticos ao Regime Militar a repetição constante de uma tecla: o fim da
liberdade de expressão. Confesso que este aspecto democrático não está no topo
das minhas prioridades e jamais renunciaria a necessidades básicas em razão de
ter o direito de falar o que penso onde quero.
Antes que alguém diga que o
Regime Militar também não fornecerá as necessidades básicas, além de muitos
outros pontos negativos, ressalto que não é este o ponto de debate deste
artigo. Desejo permear o debate pelo questionamento da supervalorização da
liberdade de expressão.
Suspeito que aqueles que colocam
a liberdade de expressão no topo de suas prioridades nunca tenham passado por
momento de desespero em um hospital SUS aguardando auxílio para um ente querido
à beira da morte, talvez não se importem que seus filhos sejam atendidos por
professores mal pagos em prédios caindo os pedaços ou também fiquem conformados
com a falta de segurança latente em nossas cidades.
Hoje temos tanta certeza da
liberdade que a única coisa que podemos realmente fazer é falar, e falar que
somos livres pra falar. Nossa liberdade está restrita à opinião, pois é a única
coisa que não temos que pagar para ter, o restante, só tem acesso quem paga
além dos impostos.
Trocaria sem pestanejar toda essa
“liberdade da nossa democracia” por saúde, educação e segurança. Antes não ter
o que criticar do que “poder” criticar tudo a todo o momento. É lógico que o
caminho para se chegar até este desenvolvimento não é acabar com a democracia,
que no Brasil não é tão democrática assim, mas é preciso eleger prioridades que
realmente melhorem a vida das pessoas.
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