sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Muito prazer, professor do seu filho

Final de ano letivo é tempo de conhecer os pais de alguns alunos. Muitos desses encontros não são amistosos, pois geralmente os pais de final de ano têm filhos que não apresentaram um rendimento suficiente até o momento. Nesses encontros é um festival de: “Ninguém me avisou”, “não recebi nenhum bilhete”, “é que eu trabalho direto”, “não tem como fazer um trabalhinho?”, “estão pegando no pé do meu filho”, “vou procurar os meus direitos”, e por aí vai.
Essa é uma realidade que todas as escolas enfrentam nessa época do ano. Alguns pais delegam à escola a tarefa de educar seus filhos de forma integral, sendo assim, não acompanham a vida escolar deles. O que esses pais não sabem é que a escola não substitui e nunca vai substituir a família em alguns aspectos referentes à educação das crianças.
O maior sintoma da falta familiar na educação é o fato dos responsáveis estarem constantemente sendo chamados na escola fora das datas básicas (entrega de boletins e conselhos de classe). Nem sempre os chamados refletem essa situação, mas nos casos de indisciplina e mau comportamento o percentual é bem elevado. Aliás, a indisciplina e o mau comportamento invariavelmente vêm acompanhados com o baixo desempenho escolar.
Não sou um daqueles defensores da participação diária dos pais na escola. Até penso que o ambiente escolar perde um pouco da sua espontaneidade com a presença corriqueira dos pais, mas isso não chega a prejudicar. O que realmente prejudica é o descaso. E com uma possível reprovação no fim do ano esse descaso pode virar desespero, aí sobra pra todo mundo.
Não é preciso ir todos os dias até a escola para participar da educação de seu filho. Simplesmente dar respaldo aos professores já seria meio caminho andado. Como o ano letivo começa em março, não vai adiantar tentar “salvar” um ano em um mês, isso pode ser desastroso para todos, visto que a vislumbrada “salvação” vai acabar promovendo a reincidência e a má educação.

Uma família educadora sem a escola faz muito por uma criança. Entretanto, a escola sem a base familiar faz quase nada por ela.

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