Aquele velho discurso referente
ao verdadeiro sentido do Natal todo mundo já está careca de saber. Porém,
conhecer o discurso, algumas vezes, não significa praticá-lo. E nesse mundo
consumista é difícil resistir aos apelos que nos bombardeiam diariamente.
Ofertas, promoções e liquidações são introduzidas num contexto oportunista que
faz com que as pessoas comprem coisas absolutamente desnecessárias.
O prazer proporcionado por uma
compra é momentâneo e rapidamente se transforma em frustração pela inutilidade
do produto adquirido. Mas nesse mundo moderno observo uma materialização do
abstrato, ou seja, muitos tentam substituir sentimentos por coisas, achando que
uma carência afetiva pode ser suprida com um sapato, uma bolsa ou até um carro
novo.
As maiores vítimas desse processo
são as crianças, pois acabam sendo talhadas a valorizar demasiadamente as
coisas. A família desse mundo corrido tenta compensar sua ausência e falta de
tempo com produtos, isso inconscientemente reflete no desenvolvimento da
criança que pode trazer muitos problemas no futuro. Uma geração que venera as
coisas e que idolatra bens não me parece saudável, muito pelo contrário, uma
geração com essas características caminha a passos largos a uma
superficialidade orgânica.
O medo de fracasso nas relações
interpessoais provoca a mera simplificação material. Vai lá e compra um
presente e está tudo resolvido. Reclama que dá de tudo, mas mesmo assim nunca
está contente, o problema é que nesse “tudo” só estão incluídos os produtos que
podem ser comprados. Nenhum objeto compensa uma ausência afetiva. Alguns até
poderão mentir dizendo-se satisfeitos com presentes caros, mas isso é só mais
uma tentativa de fuga. Nesse mundo de aparências é mais importante parecer
feliz do que realmente buscar a essência da felicidade.
Economize seu dinheiro e gaste
seu tempo com quem você ama, dê atenção a quem está do seu lado, converse,
abrace, sorria... Assim, você nem precisará fazer força para parecer feliz.
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