domingo, 28 de dezembro de 2014

Meu defeito

Um ranzinza nunca admite que é pessimista, prefere dizer que é realista. Mal sabe ele que seu “realismo” sempre vem carregado de previsões nada animadoras.
Sou um ranzinza assumido e constantemente sou o autor dos argumentos que destroem sonhos. Esse meu defeito é grave, pois me faz um analista extremamente crítico de todas as notícias que pipocam por aí e que muitas vezes são mal interpretadas.
O fato é que neste fim de ano não temos muitos motivos para esperar um 2015 próspero. Basta assistir um noticiário para fazer essa constatação. Em São Paulo a escassez de água está levando o governo estadual a adotar medidas drásticas que atingem diretamente a população, com multas pesadas para aqueles que aumentarem o consumo. Em relação à energia elétrica a abrangência do problema é nacional e vai pesar no bolso dos brasileiros. Já foram anunciados aumentos regulares e também uma nova modalidade que prevê aumentos ocasionais dependendo das oscilações dos custos de produção de energia elétrica no Brasil. Sem dúvida esses aumentos ocasionais serão contínuos, pois sou um ranzinza que não se entrega e sempre acha que o copo está meio vazio.
Para completar o quadro da dor o governador eleito do nosso Rio Grande já veio a público comunicar a deplorável situação financeira do estado e não descartou a possibilidade de atraso de salários para os seus servidores. Sem água, sem luz e sem salário é possível pensar positivo?
Os otimistas vão dizer: “No fim tudo dá certo!”. Eu digo que a situação está complicada, a euforia econômica de crescimento que nosso país estava inserido passou. Quero muito estar enganado, mas vamos passar por no mínimo dois anos de recessão.
Não sou realista, sou pessimista mesmo. Prefiro ser surpreendido por boas notícias e sempre estar preparado para o pior. Assim, estarei pronto para enfrentar as adversidades, por mais severas que elas possam parecer.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Nada compensa

Aquele velho discurso referente ao verdadeiro sentido do Natal todo mundo já está careca de saber. Porém, conhecer o discurso, algumas vezes, não significa praticá-lo. E nesse mundo consumista é difícil resistir aos apelos que nos bombardeiam diariamente. Ofertas, promoções e liquidações são introduzidas num contexto oportunista que faz com que as pessoas comprem coisas absolutamente desnecessárias.
O prazer proporcionado por uma compra é momentâneo e rapidamente se transforma em frustração pela inutilidade do produto adquirido. Mas nesse mundo moderno observo uma materialização do abstrato, ou seja, muitos tentam substituir sentimentos por coisas, achando que uma carência afetiva pode ser suprida com um sapato, uma bolsa ou até um carro novo.
As maiores vítimas desse processo são as crianças, pois acabam sendo talhadas a valorizar demasiadamente as coisas. A família desse mundo corrido tenta compensar sua ausência e falta de tempo com produtos, isso inconscientemente reflete no desenvolvimento da criança que pode trazer muitos problemas no futuro. Uma geração que venera as coisas e que idolatra bens não me parece saudável, muito pelo contrário, uma geração com essas características caminha a passos largos a uma superficialidade orgânica.
O medo de fracasso nas relações interpessoais provoca a mera simplificação material. Vai lá e compra um presente e está tudo resolvido. Reclama que dá de tudo, mas mesmo assim nunca está contente, o problema é que nesse “tudo” só estão incluídos os produtos que podem ser comprados. Nenhum objeto compensa uma ausência afetiva. Alguns até poderão mentir dizendo-se satisfeitos com presentes caros, mas isso é só mais uma tentativa de fuga. Nesse mundo de aparências é mais importante parecer feliz do que realmente buscar a essência da felicidade.

Economize seu dinheiro e gaste seu tempo com quem você ama, dê atenção a quem está do seu lado, converse, abrace, sorria... Assim, você nem precisará fazer força para parecer feliz.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Reprovação

Todo mundo sabe que muitas vezes precisamos dar um passo para trás para que logo adiante possamos dar dois passos para frente. Essa máxima pode ser usada para avaliarmos a reprovação escolar, que nos últimos anos entrou em extinção nas escolas públicas brasileiras.
Com o objetivo de melhorar os índices educacionais foram criados muitos mecanismos para que o aluno avance. No entanto, esses mecanismos acabam trazendo um efeito colateral gravíssimo. O interesse em estudar, que já era muito pequeno, chega perto do zero quando o aluno descobre que não precisa efetivamente estudar para ser aprovado.
Considerar a reprovação como um “ano perdido” ou até mesmo um atraso no percurso é um equívoco grandioso. Pior que “perder um ano” é avançar sem ter os conhecimentos suficientes daquela série, além da defasagem de aprendizado desse aluno também é preciso analisar a mensagem que fica no seu inconsciente. Será que no ano seguinte ele vai se esforçar sabendo que no final do ano seu objetivo será alcançado de qualquer forma?
A escola segue uma corrente inversa dos conceitos mais banais construídos em sociedade. Se você não trabalha você não recebe salário. Se você não estuda não tem problema, a gente dá um jeitinho e fica tudo bem, aliás, não se pode “traumatizar” um aluno com uma reprovação.
Quanto mais se oportuniza meios de evitar a reprovação menos os alunos se esforçam para serem aprovados. O último estágio da derrocada do sistema educacional brasileiro é a aprovação automática, como em muitos lugares isso já é uma realidade, significa que estamos bem próximos do fundo do poço.
Estarmos próximos do fundo do poço não é de todo ruim. Apenas com a falência total de uma estrutura é possível excluí-la e assim partir em busca de um caminho que nos leve a uma educação de qualidade.
Se você achou tudo isso uma grande bobagem aguarde. Logo, logo, essa geração (“sem traumas escolares”) vai ingressar no mercado de trabalho, aí você me conta o resultado.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Alimentos

É fim de ano e sempre nesta época as pessoas são instigadas a demonstrar sua solidariedade fazendo doações a campanhas que têm por objetivo alegrar os lares de famílias carentes. Não tenho a menor dúvida que tais campanhas levam alegria a muitas casas durante essas festividades, mas e o restante do ano?
Sou franco em dizer que não conheço a realidade das populações carentes do nosso litoral, entretanto, imagino que a carência dessas famílias não apareça apenas no final do ano. Com isso fico preocupado se as campanhas realmente atingem seus objetivos ou servem somente para o desencargo de consciência dos mais abastados.
 A reflexão sobre prioridades e necessidades básicas é interessantíssima nesses momentos. Como podemos viver tranquilos em nossas casas sabendo que alguém não tem o que comer? Como conceber que seres humanos tenham menos regalias que muitos animais de estimação por aí?
Sendo um defensor ferrenho da “nutrição cultural/intelectual” reconheço que ela só poderá se estabelecer a partir do saneamento das necessidades básicas da pessoa humana. Ninguém conseguirá ler um bom livro com fome, a pirâmide das necessidades não pode ser ignorada.
De barriga cheia o desenvolvimento cultural/intelectual também se torna necessário. Encontrar propósito à existência e preencher a mente com conhecimentos novos e atraentes traz saúde e faz evoluir. Essa evolução individual acaba transformando naturalmente o meio ao qual estamos inseridos. Comece a ler com frequência, talvez num primeiro momento sejas visto com estranheza, mas se houver persistência certamente serás imitado.
O alimento intelectual ainda é pouco valorizado por nossa sociedade, tendemos a projetar quais vantagens materiais conseguiremos com a aquisição de novos conhecimentos. Esse fato é um problema que só será solucionado quando começarmos a nos dedicar ao saber pelo saber, e, com persistência, esperar que todos façam o mesmo.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Extremos

“O autoritarismo aliado à subordinação compulsória cria traumas e dissemina a insegurança, entretanto, a liberdade em demasia financia a ignorância e a má educação, o ponto de equilíbrio entre estes extremos deve ser o objetivo de qualquer sociedade.”
Toda sociedade deve primar por valores sólidos, que não sejam vulneráveis a fatos provisórios e superficiais. Quando falo em liberdade em demasia me refiro à total relatividade pela qual estamos sendo assolados atualmente. Acreditar que a verdade não existe e que tudo é relativo é um equívoco.
Não quero parecer moralista tampouco arbitrário, mas penso que parâmetros construídos durante séculos sejam essenciais ao desenvolvimento de um povo. Isso não significa que não poderão ocorrer mudanças de comportamento, no entanto, essas mudanças serão gradativas e acompanhadas por um processo de aperfeiçoamento social que continuará respeitando os valores mais primordiais da sociedade em questão.
Já o autoritarismo é o extremo pouco aconselhável para impor ideias e preservar (ou criar) valores algumas vezes deturpados. Sistemas autoritários não se eternizam porque são frutos da vontade de um grupo reduzido, que com o tempo se desgasta e acaba sufocado pela massa. Quando a vontade geral de um povo se refletir em um conjunto de ações objetivando o bem comum teremos a construção de valores intransponíveis que atravessarão séculos.
Sistemas autoritários são precedidos por perturbação social e falta de consciência política. Temo que nosso país esteja em uma fase próxima dessa situação, onde boa parte da sociedade, não sabendo lidar com essa “liberdade em demasia” acabe sucumbindo, fazendo com que todos sejam submetidos novamente a um sistema antidemocrático, ou seja, quando uma criança não sabe brincar com um brinquedo novo, este lhe é tirado antes que ela o quebre.
Espero que nosso país encontre um caminho, que nosso povo aprenda a “brincar”. Seria um grande retrocesso uma interrupção no nosso tão jovem processo democrático. É preciso utilizar a liberdade para evoluir, para adquirir conhecimentos. Essa liberdade, que outrora foi tão rara, hoje está sendo completamente desvalorizada.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Muito prazer, professor do seu filho

Final de ano letivo é tempo de conhecer os pais de alguns alunos. Muitos desses encontros não são amistosos, pois geralmente os pais de final de ano têm filhos que não apresentaram um rendimento suficiente até o momento. Nesses encontros é um festival de: “Ninguém me avisou”, “não recebi nenhum bilhete”, “é que eu trabalho direto”, “não tem como fazer um trabalhinho?”, “estão pegando no pé do meu filho”, “vou procurar os meus direitos”, e por aí vai.
Essa é uma realidade que todas as escolas enfrentam nessa época do ano. Alguns pais delegam à escola a tarefa de educar seus filhos de forma integral, sendo assim, não acompanham a vida escolar deles. O que esses pais não sabem é que a escola não substitui e nunca vai substituir a família em alguns aspectos referentes à educação das crianças.
O maior sintoma da falta familiar na educação é o fato dos responsáveis estarem constantemente sendo chamados na escola fora das datas básicas (entrega de boletins e conselhos de classe). Nem sempre os chamados refletem essa situação, mas nos casos de indisciplina e mau comportamento o percentual é bem elevado. Aliás, a indisciplina e o mau comportamento invariavelmente vêm acompanhados com o baixo desempenho escolar.
Não sou um daqueles defensores da participação diária dos pais na escola. Até penso que o ambiente escolar perde um pouco da sua espontaneidade com a presença corriqueira dos pais, mas isso não chega a prejudicar. O que realmente prejudica é o descaso. E com uma possível reprovação no fim do ano esse descaso pode virar desespero, aí sobra pra todo mundo.
Não é preciso ir todos os dias até a escola para participar da educação de seu filho. Simplesmente dar respaldo aos professores já seria meio caminho andado. Como o ano letivo começa em março, não vai adiantar tentar “salvar” um ano em um mês, isso pode ser desastroso para todos, visto que a vislumbrada “salvação” vai acabar promovendo a reincidência e a má educação.

Uma família educadora sem a escola faz muito por uma criança. Entretanto, a escola sem a base familiar faz quase nada por ela.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Sobre as cotas nas universidades federais

Resultados obtidos com programas semelhantes às cotas nas universidades públicas são imediatos. Muitos estudantes ficam satisfeitos com a chance de ingressar em uma universidade de qualidade além de tê-la de modo gratuito. Isso é ótimo para essas pessoas e que bom que elas tiveram essa oportunidade, mas isso não é o suficiente para acabar com as desigualdades de oportunidades.
A grande verdade é que a educação básica pública continua às moscas. O investimento pesado em educação básica pública tornaria o programa de cotas temporário e dispensável em longo prazo, só que isso demora, não traz satisfação imediata, além de não garantir um bom desempenho nas urnas a cada quatro anos.
Parece-me que de forma inconsciente (tomara) o governo vai aumentar o número de pessoas que, tendo condições, vai optar por matricular seus filhos em uma escola particular de melhor qualidade. Reconhecendo assim, a falência da educação básica pública.
Infelizmente a política de cotas é mais um programa que vem remediar. É um projeto paliativo que deveria ser acompanhado com o aumento dos investimentos em educação pública. Só os investimentos em qualidade na educação pública podem trazer justiça à nossa sociedade. Desta forma a grande massa de estudantes de escolas públicas chegaria ao vestibular de qualquer universidade com igualdade de condições perante os concorrentes provenientes das escolas particulares.
O fato é que alguns estão sendo puxados para um patamar superior, enquanto que a grande maioria continua submetida a uma escola precária com professores desvalorizados e mal pagos, vislumbrando um emprego qualquer em um país economicamente promissor.
O Brasil é um país que ainda tem um longo caminho pela frente para apresentar avanços sociais que não sejam frutos de projetos artificiais. Tais avanços só serão possíveis quando o Estado acreditar e investir no potencial das pessoas, deixando de ser assistencialista e proporcionando a cada indivíduo a condição de ser o senhor do seu próprio destino.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

A polêmica do shortinho

À medida que a temperatura vai subindo com a proximidade da estação mais quente do ano, nossas escolas são massivamente invadidas por shortinhos minúsculos vestidos por meninas cada vez mais jovens. Não é difícil encontrar expressões escandalizadas com a situação. Há até quem se dirija às secretarias das escolas para denunciar o fato.
Tratando-se de casos isolados, caberia uma intervenção imediata e precisa dos educadores, mas para o meu espanto o número de casos é significativo. A polêmica do shortinho é mais um sintoma da crise pela qual nossa sociedade está passando. Muitos que são contrários ao shortinho na escola condenam a direção pela falta de fiscalização e até pela omissão ao fato, mas esquecem de que muitas dessas meninas saíram de casa sendo observadas por seus responsáveis que não censuraram (ou censuraram sem eficácia) o traje inadequado ao ambiente escolar.
Novamente nos deparamos com o debate sobre o papel da escola. Será que diretores, professores e funcionários têm maior autoridade sobre as roupas que os alunos podem (devem) vestir para ir à escola? E o uniforme? O uniforme enfrenta uma tremenda resistência dos alunos e dos pais. Dos alunos porque muitos não vão para a escola com o intuito de estudar e dos pais porque acabam cedendo à vontade dos filhos.
Infelizmente a escola não tem a autonomia necessária para atuar. No passado seria fácil coibir o shortinho, bastaria não deixar entrar sem uniforme e as famílias apoiariam a decisão. Hoje, barrar um aluno no portão sem uniforme ou com vestimenta inadequada é caso de polícia e até objeto de processo judicial.
A construção do ambiente escolar passa pela formação do indivíduo dentro do seio familiar e quando esta formação falta, a escola é acionada. Enquanto a escola discute o uniforme, o shortinho e o celular dentro da sala de aula o ensino fica em segundo plano.


          Rapidinha: Parte do prédio da E.M.E.F. Manoel Prestes de Rainha do Mar, que fora interditado ano passado, já foi demolido. Não foi um recorde de agilidade, visto que se passaram mais de 10 meses da interdição, mas é um avanço. A comunidade aguarda ansiosa a continuidade da reforma.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

A mensagem das urnas

Quase metade dos eleitores que foram às urnas no último dia 26/10 está descontente com o atual governo, e se considerarmos que os votos brancos e nulos também representam esse sentimento teremos mais da metade dos eleitores brasileiros à espera por mudanças. O expressivo número de votos recebido pelo candidato Aécio Neves transmite uma mensagem muita clara ao governo federal: é preciso mudar. É sabido que se sua eleição fosse concretizada talvez tais mudanças esperadas não viessem, mas com certeza quem digitou 45 na urna no domingo o fez com essa esperança.
Para governar para todos, a presidente reeleita terá que reorganizar sua agenda de projetos sob pena de continuar desapontando um número significativo de brasileiros. Isso seria péssimo tanto para o país, quanto para as pretensões futuras do partido que o governa há mais de uma década.
Aos derrotados e aos vencedores resta seguir em frente, o mundo não vai acabar e o governo é bem menos determinante em nossas vidas do que muitos pensam, exceto àqueles que estão mamando nas fartas tetas do Estado, estes parasitas podem até ir à falência se seu bando fica alijado do poder. Para os cidadãos honestos e trabalhadores a sobrevivência e a qualidade de vida pouco passam pelos gabinetes.
Aos governantes resta entender que a população quer o fim da corrupção, educação de qualidade, assistência digna na saúde e segurança. Os contribuintes querem ver a transformação dos pesados impostos em investimentos que realmente vão beneficiar a todos. O montante arrecadado é mais do que suficiente para ofertar à população um serviço público de qualidade. Certamente a corrupção drena muitos desses recursos, justamente por isso o fim da corrupção é tão urgente no nosso país.
Ao Estado cabe proporcionar um ambiente propício ao desenvolvimento das pessoas. O Estado não deve ser a árvore repleta de frutos, mas sim um solo fértil esperando pra ser cultivado, sendo assim ele não torna o povo dependente e consegue dar origem a uma nação próspera, composta de pessoas autônomas e emancipadas.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Coluna do dia 23/10/2014

Ótima iniciativa
Neste último fim de semana a Secretaria de Educação e Cultura de Xangri-Lá promoveu a I FEIRA DO LIVRO do município. Tais iniciativas são elogiáveis, pois têm por objetivo promover a cultura e incentivar o hábito da leitura. Além dos livros o evento proporcionou a muitos alunos da rede municipal acesso a espetáculos teatrais, tão raros em nossa região. Infelizmente a maioria desses alunos não teria outras oportunidades de assistir a uma peça teatral, não fosse com a realização de atividades dessa natureza.
A secretaria está de parabéns pelo evento, entretanto seus comandantes sabem que a educação do município tem demandas mais urgentes, dentre elas a reforma da E.M.E.F. Manoel Prestes que até agora está apenas no “mundo das ideias”. Acredito que é possível conciliar tudo, mas inegavelmente existem prioridades. Tomara que concomitantemente à realização da feira haja muito trabalho de bastidores para que as obras necessárias saiam do papel o mais rápido possível.
Eleições
Domingo é dia de exercer nosso direito de cidadão, que para muitos é uma obrigação. A população em geral não vota por convicção, e o mais grave: não se interessa por política.
O cidadão precisa reconhecer-se no cenário político e ter a consciência que o número digitado na urna é bem menos importante do que sua postura em determinadas situações atinentes ao seu dia a dia. Tem gente que pensa que fazer política é sair mendigando votos de casa em casa. Fazer política é refletir, pensar, ponderar... Atitudes sociais positivas dentro dos pequenos núcleos que estamos inseridos são muito mais eficientes do que projetos verticais de governos superiores.
Ao invés de deixarmos decidirem por nós para que depois possamos reclamar à vontade, devemos tomar decisão e matar no peito a responsabilidade, assim teremos maior comprometimento e determinação pra fazer acontecer. Não esperemos mudanças drásticas, elas com certeza não virão. Independente de quem vença teremos que fazer por nós. Ou vamos ficar reclamando durante 4 anos? Sejamos donos dos nossos destinos fazendo da reflexão política um hábito, para que a vida de todos, efetivamente, melhore.